quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dia das Mães.

Antes de mais nada! Quero desejar um Feliz Dia das Mães a todas as mães desse Brasil.
O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Annie Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão.
Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Anny com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e, conseqüentemente, o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.
A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Reia, a Mãe dos deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Julia Ward Howe, autora de O Hino de Batalha da República.
No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Em Portugal, o Dia da Mãe é celebrado no primeiro domingo de Maio, embora durante muitos anos tivesse sido comemorado no dia 8 de Dezembro, dia da Nossa Senhora da Conceição.
Em Israel o Dia da Mãe deixou de ser celebrado, passando a existir o Dia da Família em Fevereiro.
No Brasil é comemorado no segundo domingo do mês de maio. E é considerada uma data que move muito o comércio brasileiro.
Datas fixas de celebração do Dia das Mães em alguns países. 3 de Março; na Geórgia, 8 de Março; Albânia, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Romênia, Moldávia e Butão, 21 de Março; Egito, Síria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Na Grécia comemora-se no dia 7 de Abril, 10 de Maio; México, Guatemala, Bahrein, Hong Kong, Índia, Malásia, Qatar, Singapura, dia 15 de Maio; Paraguai, 26 de Maio; Polônia, dia 27 de Maio; Bolívia, República Dominicana, no dia 12 de Agosto na Tailândia, no dia 15 de Agosto; Bélgica e Costa Rica (Assunção de Maria) e, finalizando no dia 8 de Dezembro no Panamá.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista.
 
Texto extraído da Wikipédia, a enciclopédia livre.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Da Silva!”


Sobrenome forte esse que completa o nome próprio de milhões de brasileiros e, com a ajuda do Wikipédia consegui algumas informações tais como: “Silva (apelido) é possivelmente o mais difundido apelido de família (sobrenome) nos países de língua portuguesa [carece de fontes]. Sua origem é claramente *toponímica*, sendo derivado diretamente da palavra latina SILVA que significa selva, floresta ou bosque, e tem a sua origem na Torre e Honra de Silva junto a Valença”.
“De fato, em Portugal, na Galiza, Leão e Astúrias, existem diversas localidades cujos nomes compõem-se por "Silva". É possível, porém, verificar que a popularidade deste apelido remonta ao século XVII em Portugal e também no Brasil”.
Como já pudemos observar o sobrenome Da Silva ou simplesmente Silva remonta a idéia de que os nobres de sangue ou de coração adotam esse apelido (sobrenome) em suas famílias e assim cada um vive seu clã, contando sua história e suas particularidades.
Mas o que isso tem haver com o artigo dessa semana? É que no Brasil tivemos vários “Da Silvas” anônimos ou não e, que fizeram história.
Para mim sem dúvida nenhuma, na minha geração, o maior “Da Silva” que tivemos não tinha esse o sobrenome que se destacou no mundo e sim outro, muito mais conhecido em todas as esquinas do planeta, SENNA.
Nesse último 1º de Maio de 2012 fez 18 anos que o Brasil perdeu seu maior ídolo no esporte, Ayrton SENNA da Silva, nos deixou naquele chato domingo de 1994.
Um cara que fez questão de levantar a bandeira brasileira em suas vitórias e, não foram poucas, dono de um coração onde a caridade só se fez aparecer depois de seu desaparecimento, hoje o instituto Ayrton Senna, dono da marca Senninha, atende milhares de crianças em todo país.
Para aqueles que gostavam e tinham o Senna como ídolo não preciso aqui tecer as qualidades dele, muito menos escrever o quanto que muitos brasileiros se espelhavam na decência do homem que foi e, para aqueles que não gostavam, não escreverei mesmo, afinal, se enquanto foi vivo isso não mudou!
Senna foi ímpar, único. Muitos países tiveram seus ídolos, mas o Brasil teve seu Mito, seu Mestre, um brasileiro que não tinha vergonha de seu país, de sua origem, filho de família rica e abastada, mas mesmo assim a sua riqueza não estava em sua conta bancária e sim em suas ações e com uma ligação extremamente forte em Deus, que muitos duvidavam de sua fé.
Desde a sua morte os domingos nunca mais foram os mesmos, não tivemos mais ídolos, Gustavo Kuerten fez bem seu papel, os times de vôlei, tanto o masculino como o feminino, e o judô, mas ainda não apareceu outro Senna.
Esperemos que em breve outro “Da Silva” possa aparecer para alegrar nossos domingos.
*Toponímia* é a divisão da onomástica que estuda os topónimos, ou seja, nomes próprios de lugares, da sua origem e evolução; é considerada uma parte da linguística, com fortes ligações com a história, arqueologia e a geografia. A palavra é derivada dos termos gregosτόπος (tópos), lugar, e ὄνομα (ónoma), nome, literalmente, o nome de um lugar.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 01.05.2012
www.wilsonbalaions.blogspot.com,balaions2001@hotmail.com

quinta-feira, 26 de abril de 2012

“Em boca fechada...”



“...não entra mosquito”. Pelo menos é essa a opinião dos mandantes do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá que foi morto na noite desta segunda-feira dia 23 com seis tiros em um restaurante na Avenida Litorânea em São Luis no Maranhão.

Assim como na medicina, a profissão de jornalista se expandiu, foi multiplicada para diversas áreas e hoje o médico, quer dizer, o jornalista, não é mais o “Doutor Sabe Tudo” da época da sua Vó, onde esse profissional fazia um pouco de tudo.

No dicionário do jornalista encontraremos uma série de sinônimos para o “detentor da verdade”,que ao sair da universidade pensa que é o intocável, o descobridor das Américas, mas aos poucos descobre que não passa de um mero Pedro Álvares Cabral que veio descobrir o que já estava descoberto há tempos.

Pauteiro, editor, redator, enfim, essas são algumas denominações que um jornalista é chamado depois de formado, às vezes faz uns bicos de free lancer, fotógrafo, cinegrafista, motorista, blogueiro e por ai vai, afinal, para exercer essa função, que até bem pouco tempo, de acordo com um ministro e uma juíza, não era necessário ser diplomado.

E, pegando carona nessa insana decisão, muitos “jornalistas” deram entrada em seus registros profissionais que chamamos de “Mtb” e, assim o conseguiram com algumas ressalvas que não cabe aqui agora citá-las. Infelizmente essa profissão que orgulha muitas pessoas, desilude muito mais devido a falta de respeito, reconhecimento e salários comparados aos pobres professores, um pouco melhor é verdade, para o martírio dos professores, que tive muitos para tornar-me jornalista.

O que vou deixar exposto aqui, além da falta de reconhecimento, é de como a política e o jornalismo estão alinhados ou estreitando ainda mais essa relação, como o jornalista e o político andam lado a lado.

É público e notório que não existe espaço nas redações para a quantidade de profissionais existentes no mercado, então as assessorias de comunicação ganham cada vez mais espaço no mercado, fazendo com que os políticos precisem desses “holofotes” pensantes para mostrar seus trabalhos e melhorar as suas imagens.

No caso do Décio Sá, a coisa andou um pouco diferente do que se imaginava. Porque ele era um cara que escrevia e mostrava a realidade para a população, incomodando e virando para si aqueles flashes de luzes que até então estavam direcionados para outras esculturas. E todo mundo sabe o que os pombos fazem em esculturas apagadas!

Então, querido leitor, vou sim me indignar com que aconteceu com meu colega de profissão, nós temos que nos virar nos 30, 40, 50 para sobreviver nesse estado falido que não da suporte. Mais dignidade, segurança, respeito e um salário decente onde um dia eu possa acordar, me apaixonar e ter o direito de ter uma família, que é o que todo trabalhador deseja.

Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 24.04.2012.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sem Teto, sem Oca; Indigente, Índio Gente!


Quem está antenado nos jornais já percebeu a quantidade de fazendas que foram invadidas por índios nos últimos dias no Estado da Bahia, ao todo foram cinco na região da cidade de Pau Brasil.
Segundo dados da policia civil que foi procurada por fazendeiros, os índios invadem as fazendas antes de amanhecer e já existem cerca de 30 reféns, algumas plantações dessas fazendas foram destruídas e as pessoas dessas cidades vivem com medo de saques, roubos e até possíveis assassinatos, segundo o jornal local.
Uma comparação com as grandes cidades do Brasil, os índios, em alguns casos, nada mais são do que os sem tetos que vivem nos grandes centros urbanos. Em busca de um lugar para viver com sua família e que possa ter um lar digno de sua condição.
Os índios, no meu modo ver, eram “donos” dessas terras desde que o mundo é mundo e, com a densidade populacional crescente, eles foram encolhendo e se espremendo em pequenos espaço que conhecemos como Taba e lá vivem a sua maneira e cultura.
Donos de grandes conhecimentos na medicina alternativa, através de plantas raízes, ervam e afins, os índios já estão presentes em 80,5% dos municípios brasileiros, como mostra o resultado do Censo realizado pelo IBGE em 2010, considerando o número de índios residentes em áreas não isoladas do país.
Já os sem teto ou moradores de rua como queiram, ocupam ruas, praças, casas e construções abandonadas, a fim de ter um espaço para viver em harmonia com a sociedade. Ha quem diga que isso é um paradoxo da atual realidade brasileira, uma vez que muitas dessas pessoas hoje são bandidos, usuários de drogas e até traficantes.
Pessoas que tenho conversado a respeito do assunto, sentem-se acuadas diante de tal realidade e muitas vezes amedrontadas com tamanha violência e intimidação que essa população de rua faz para conseguir um trocado ou qualquer coisa, coincidênciasa parte, no sul da Bahia, a situação é a mesma. Mas, não cabe a mim resolver esse problema social do Brasil. Cabe as autoridades que estudam o comportamento das pessoas para dar uma melhor solução para o problema.
O Brasil precisa crescer intelectualmente para resolver esse problema da educação e, quando falamos em educação, não é só aquela da escola, é em qualquer grau, desde o “com licença”, até o não jogar papel no chão. Dessa forma cresceremos com dignidade e qualidade.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 18.04.2012.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Banco Imobiliário do Amapá, Maranhão, Piauí e mais algumas federações do Brasil.

Para não ficar uma cópia fiel dos trechos que aqui vou relatar, vou pedir licença e desculpas aos meus leitores essa semana porque vou relatar e reproduzir trechos retirados das matérias do site globo.com para apresentar para vocês o quanto os deputados estaduais de alguns estados, assim como na câmara federal, não estão contentes com o salário que tem! Imagina eu?
O Fantástico exibiu neste domingo (8), reportagem sobre os gastos nas Assembléias Legislativas em nove estados do país e destacou a situação do Maranhão onde os deputados chegam a receber 18 salários por ano.
Os deputados maranhenses recebem 12 salários de R$ 20 mil mais o 13º. Em fevereiro e dezembro, existe ainda uma ajuda de custo de mais cinco salários extras. No fim do ano, cada deputado custa ao estado mais de R$ 360 mil.
Desde 2006, os 42 deputados estaduais do Maranhão recebem o equivalente a 18 salários por ano. Na AL do Maranhão tem deputado que reclama do salário.
O repórter Alex Barbosa pergunta: Só com o salário dos deputados não dá pra se manter? "Não. Acho que não seria possível", diz o deputado Dr. Pádua (PSD).
"Muitas vezes nós tiramos do nosso próprio salário pra servir à população", diz a deputada Graça Paz (PDT).
A mesa diretora da AL do Maranhão no mês de março propôs corte nos benefícios, mas ainda vai depender da aprovação, nas comissões, antes de ser votado em plenário. Mesmo se aprovada, os deputados vão continuar recebendo uma ajuda de custo em torno de R$ 40 mil por ano. Eles deixariam de receber o equivalente a 18 salários por ano, mas ficariam com 15 salários.
Além dos salários, os deputados têm direito a verba de exercício parlamentar, de gabinete e ao auxílio-moradia. Deputados de oposição e governo até concordam com os cortes, mas lamentam.
“Nós deputados gastamos muito. Nós temos que viajar bastante, nós temos que ajudar as pessoas”, fala a deputada Graça Paz (PDT/MA).
"Se você checar a conta bancária de quase todos os deputados, no dia 15 não têm mais dinheiro, porque o deputado não deixa, de alguma maneira, de ser uma instituição de caridade", declara o deputado Carlos Milhomem (DEM/MA).
Os trechos como disse anteriormente foram tirados do site globo.com para mostrar à vocês como esses caras são covardes em relatar tamanha indecência para com o povo, dizer que a grana não dá, é no mínimo chamar a população de idiota, que me desculpem quem esperava um artigo um pouco melhor, mas diante desse cenário, foi impossível não reproduzir, podem conferir quem tiver internet.
O que mais me deixa feliz é que a Globo resolveu abrir a boca e a tela, parabéns a emissora.
Wilson Balaions. Idiota e Babaca. 11.04.2012
www.wilsonbalaions.blogspot.com,balaions2001@hotmail.com

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Profissão: Político.


Vou me engajar numa das profissões mais antigas da história da humanidade, desde que o mundo é mundo já existe essa classe trabalhadora. Na Roma antiga, por exemplo, os senadores e deputados que serviam ao Rei, já se guilhotinavam na tentativa de ter voltados para si algum tipo de benefício, esta realidade está explícita no filme Gladiador de 2000.

Coincidências a parte, o tão famoso Pão e Circo ganharam proporções enormes. Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos.

Estes desempregados migraram para as grandes cidades em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos, alimentação e diversão.

Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

No mundo moderno, segundo dados da ONU (não conferi a veracidade desses dados), dos 181 países que fazem parte desse bloco, só o Brasil paga salários aos vereadores. Antes de 1971, só as grandes capitais pagavam um valor modesto aos Edis. Em outras partes do mundo, o vereador trabalha para o bem da comunidade sem custo algum.

Na internet circula um vídeo onde uma funcionária do governo sueco mostra a humilde residência do deputado daquele país paga por ele, é um apartamento funcional para os parlamentares passarem a semana com espaço entre 18 e 40m², a cozinha e lavanderia são comunitárias, não existe secretário, assessor, nem carro com motorista para o parlamentar.

Já aqui no Brasil a situação é bem diferente é claro, afinal, atender aos nobres e lordes que ocupam essas cadeiras no congresso é uma extrema honra para nós plebeus.

Levantamento do *Congresso em Foco* mostrou que 91% das ausências dos deputados e 70% das faltas dos senadores foram abonadas pela Câmara e pelo Senado.

Quer dizer, o Senado abonou 70% das 1.158 faltas registradas pelos senadores em 2011. Ao todo, 489 ausências ficaram sem a devida explicação. O índice foi ainda maior na Câmara, onde 91% das 8.573 ausências dos deputados foram perdoados em função das justificativas apresentadas. Não houve justificativa para 758 faltas. Os parlamentares, porém, têm até o final do mandato para justificar suas ausências. Ou seja: o percentual de faltas justificadas deverá crescer ainda mais.

Diante de tal cenário, adeus jornalismo, paga-se mal e não existe mais respeito, comparando com essas disparidades. Wilson Balaions 2016 vem aí.

Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 02.04.2012.



quinta-feira, 29 de março de 2012

Os 200 de Chico!



“Branco, índio, mulato, preto, negão, birolho, caolho, bicha, gay, travesti, transexual, nordestino, baiano, nortista, gaucho, político corrupto, opa, isso é redundância, enfim, uma série de personagens do multi-facetado Chico Anísio, que foi um artista incrível, nunca foi processado por racismo ou discriminação racial, que é a mesma coisa, diga-se de passagem.
A escrachada banda que morreu numa queda de avião em março de 1996, os Mamonas Assassinas, também utilizavam desse recurso de misturar o deboche com ironia e avacalhar com a opção sexual das pessoas e do local da qual as mesmas migravam para São Paulo, tinham sido alvo de processo contra o racismo e o líder da banda, Dinho, disse: -“ o Chico Anísio faz isso há 40 anos e nunca aconteceu nada, porque os Mamonas precisam passar por isso”?
Fora a genialidade dos artistas citados, cada qual no seu devido lugar é lógico, muita gente mistura as coisas e as piadas ganham proporções gigantescas, que vão de ofensas morais até agressões como na Avenida Paulista,por exemplo, dado a entender de que as pessoas não estão prontas intelectualmente para viver em sociedade com outras que tem diferente estilo de vida ou de sotaque.
Chico Anísio em sua incansável trajetória do riso, mostrou através das ondas do rádio e depois das lentes da TV que humor não tem limites, preconceito sim, e fez muitas gerações e vai continuar fazendo, rirem de tudo o que for escrachado e engraçado, ou alguém aqui se esqueceu de como o Chacrinha se apresentava?
Para falar a verdade a saída de cena do Chico deixará um legado, uma lacuna na história do humor no país, a qual, não sei ainda de como será preenchida, nosso Brasil, como mesmo o Chico dizia, tem centenas de milhares de comediantes nos palcos nas noites afora. Temos uma massa crítica muito exigente, o humor brasileiro é muito rico e inteligente, não é a toa que fazer humor aqui é difícil.
Material humano nós temos, como se vê tem sempre alguém despontando, genialidade e improviso também não falta, lugar, qualquer barzinho da noite aceita, motivos para rir temos vários, até de nossas próprias desgraças, agora, agradar a massa, aí esta o diferencial do artista.
Encerro dizendo que a vida ensina e imita a arte e vice versa, só mesmo um “Professor Raimundo Nonato” para dar todos esses ensinamentos a nós, que nem mesmo Pelé foi melhor que o “Coalhada”, que ninguém soube se vingar tão sutilmente como “Bento Carneiro”, tão pouco pregou como “Tim Tones”, nem sincero como “Nazareno”, metido como “Alberto Roberto”, ao “Amado Mestre” deixo meu obrigado pelo que fez pelo Brasil, por ter nos dado a honra de rir sem motivos.
Agora eu vou pegar uma abelha, porque “Jovem não come mel, jovem chupa a abelha” e, descansar um pouco, porque “Jovem não dorme, Jovem dá um tempo”, o barato é ser Jovem!
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 26.03.2012.