quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Valor de um Diploma Universitário é a marca do profissional!



Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo em 2009, sob o argumento de que restringia a liberdade de expressão, vários embates em programas destinados ao tema tomaram conta do noticiário nacional.
No ultimo dia 30, o Senado aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que defende a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Foram 65 votos a favor e sete contrários à proposta. Não sei ao certo até hoje quem foi super beneficiado com essa derrubada, mas sei que muita gente aproveitou a boquinha e pimba! Olha aqui, agora sou jornalista. Desculpem-me os oportunistas ou merecedores de plantão, mas eu não os considero jornalistas de formação. Eu que passei quatro anos estudando muito e apresentei meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), três vezes, foi de rachar a cuca.
O senador Wellington Dias (PT-PI) defendeu a obrigatoriedade do diploma. ”Qualquer profissional, tratando da sua profissão, pode expressar-se em qualquer lugar. Estamos falando do exercício da profissão de jornalismo. Isso é outra coisa completamente diferente. Se temos universidades, faculdades, que não tínhamos no passado, hoje, precisamos valorizar, sim, a profissão do jornalista”, disse.
Assim como a jornalista e professora da Universidade Federal Fluminense, Sylvia Moretzsohn. “O principal equivoco do debate sobre a obrigatoriedade do diploma especifico para o exercício da profissão de jornalista reside na confusão de liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Liberdade de expressão, todos devemos ter, num regime democrático, mas valeria saber se os jornalistas empregados em grandes empresas de comunicação gozam dessa liberdade. Liberdade de imprensa, no contexto atual, ou seja, no contexto da concentração de capital e, portanto, no contexto das grandes corporações de mídia, não tem nada a ver com a luta que os revolucionários de fins do século 18 empreendiam contra o absolutismo ou o colonialismo: tem a ver com o exercício de uma profissão", declarou a jornalista.
O que os dois autores estão querendo dizer, é que existe uma profissão por trás disso tudo, o jornalismo é uma profissão e que existe uma série de pessoas preocupadas em produzir material, editar e veicular notícias para a população.
A professora e jornalista destacou ainda que o jornalismo é sim uma profissão que exige curso superior dada a sua complexidade de não apenas saber comunicar, mas entender os processos que a informação é elaborada, as rotinas de produção, a relação com as fontes, os interesses em jogo. Além, evidentemente, das técnicas adequadas para a apuração, redação, edição e disseminação dos fatos de relevância pública.
O que nós vemos em empresas que buscam esse profissional, qualificações cada vez mais pomposas e técnicas exigidas ao candidato, idioma universal, versatilidade para atuar pela empresa e, salários fora do padrão devido à caminhada estudiosa que o jornalista passa até se formar.
Essa queda da obrigatoriedade do diploma, fez com que os salários oferecidos no mercado fossem nivelados por baixo no que tange o conteúdo que dominamos, qual jornalista consegue planejar uma vida com uma remuneração dessas, se tiver filhos então, melhor trocar de profissão. Pode fazer os comparativos com as outras profissões, jornalista recebe bem menos por  mês.
A valorização do ser humano é dada a sua importância no mercado de trabalho!
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista de formação. 13.12.2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pintando o Sete.

E o salário óóó, dessa vez foi o ministro do trabalho, Carlos “osso duro de roer” Lupi que deixou mais um ministério, esse é o sétimo ministro a deixar dona Dilma a ver navios. Claro que foi mais um envolvido em corrupção e por ter sido funcionário fantasma, recebeu nada mais que um milhão de reais nos últimos anos.
Carlos Lupi que de bobinho não tem nada, pediu demissão no dia em que o camisa oito mais famoso do Corinthians sucumbia, Doutor Sócrates morreu naquela manhã de domingo que horas mais tarde o time paulista conquistaria seu quinto título nacional, então, enquanto o Brasil inteiro respirava futebol o Lupi dava olé na presidenta.
Todos os que caíram eram “amigos” do ex-presidente Lula. O primeiro foi o articulador político Antonio Palocci, que deixou a Casa Civil em junho, diante de notícias sobre sua evolução patrimonial entre 2006 e 2010. Um mês depois, Alfredo Nascimento deixou o Ministério dos Transportes (Dnit), depois foi Wagner Rossi pedir demissão do Ministério da Agricultura e no Turismo, Pedro Novais.
Orlando Silva foi o quinto ministro (esporte) a cair diante de denúncias de irregularidades em apenas dez meses de governo Dilma Rousseff, que perdeu também o sexto ministro, Nelson Jobim, (o único que não foi por corrupção) deixou o Ministério da Defesa no início de agosto, depois de dar declarações que causaram desconforto no Palácio do Planalto, (votou no Serra).
Agora por preguiça, resolvi não contabilizar a quantidade de dinheiro que foi desviada, talvez desse para construir outro Brasil. Mentira minha, não contabilizei porque não encontrei calculadoras suficientes para tal operação de adição, divisão, multiplicação, a subtração, fica por conta das inúmeras obras que o país deixou de ter para encher os bolsos desses canalhas.
Poxa, estou sempre aqui conversando com vocês leitores que esse país precisa ser mais honesto, ou melhor, ter pessoas mais honestas, pessoas estas preocupadas com o bem estar da nação, dos anseios da população, fazer valer o preceito da moral, ética, educação e saúde.
Tenho certeza que se a população tiver alcance a uma educação digna, moradia decente, saúde e saneamento básico de qualidade, trabalho qualificado, seremos um país milionário, bilionário, com pessoas de alto poder aquisitivo, os países desenvolvidos mostram isso, é só copiar a receita.
Mas aqui é dureza, quanto mais burro melhor, quanto mais pobre então, melhor ainda. Mas o que fazer com uma população em que campanhas de sustentabilidade e preservação do meio ambiente que são fundamentais para todos e o cara continua a jogar papel no chão que ele mesmo pisa e mora?
Reclamar por direitos é muito fácil e prático, agora, se dispor a fazer as obrigações, é mais complicado, existe muita cobrança por parte do indivíduo para com o estado, governo, claro que isso não dá o direito de eles serem canalhas e corruptos, que por sinal só existe porque tem aquele que se deixa corromper.
Se cada um fizer a sua parte, teremos um país mais justo, mas os moradores precisam ser mais comprometidos com o lugar em que vivem, caso contrário, voltem aos seus berços esplêndidos.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 07.12.2011.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Guarujá em Preto e Branco


Guarujá nossa gleba querida”, esse é o inicio do hino da cidade de Guarujá. Quando estava na faculdade de jornalismo, eu já tinha ouvido a história sobre que Guarujá teria sido a primeira cidade no nosso litoral a ser encontrada pelos portugueses em 1502, história essa que os vicentinos não gostam nem um pouco, pelo fato de insistirem que foi São Vicente a primeira cidade.
Em uma reunião do Fórum da Agenda 21, o qual faço parte, ouvi novamente de uma historiadora a mesma narrativa, naquela época as Naus eram tão grandes que o mar de São Vicente não havia profundidade suficiente para que fosse atracada a Nau. E, outro dado relevante com documentos descritivos é que os fortes que protegem a região situam-se todos em Guarujá. Portanto São Vicente tem a fama por conta das capitanias hereditárias, bom, mas essa é outra história.
Mas o que quero escrever aqui essa semana é da época de ouro e charmosa que Guarujá passou. A Ilha de Santo Amaro foi à primeira cidade no Brasil que foi construída nos Estados Unidos, pelas famílias Prado e Chaves, a madeira veio da Rússia, depois transformada nos Estados Unidos e importadas para cá.
Enquanto a família Bertoldi que possuía uma olaria, onde hoje é a defesa civil, construía as bases para essas casas e outras edificações. Ao todo, foram 46 chalés, cassino, igreja, um hotel com 54 quartos, usina a vapor, rede de água e esgoto, batalhão do Corpo de Bombeiros e a estrada de ferro que ligava o centro a Vicente de Carvalho.
Toda essa história tem fotos, infelizmente só fotos em sua maior parte, os fortes, hoje só um esta de pé e a secretaria de turismo, ocupa onde foi uma casa de veraneio da época.
Que o progresso é inevitável, isso eu não vou contestar, mas o que foi desfeito em Guarujá é realmente uma pena, a ganância e a falta de um bom planejamento fez com que tudo que possuíamos de história fosse demolido, prédios de uma riqueza arquitetônica e histórica incrível, que jamais será visto em nenhum lugar do mundo, viraram pó.
Recentemente publiquei várias fotos dessa época em minha página de relacionamento que virou uma febre tão grande e tão positiva por parte das pessoas que visitaram, foram mais de 1000 citações em menos de dois dias. Muitas pessoas elogiando o trabalho, a maior parte desse material do Senhor Oswaldo Cáfaro, meu pai também tem esse material e é um defensor ferrenho da época dourada de Guarujá.
Para ser bem sincero, ver a transformação que Guarujá sofreu é de cortar qualquer coração saudosista. Onde era o Grande Hotel, hoje poderia ser o prédio da prefeitura e seria um charme de dar inveja a muitas cidades européias, manter o trenzinho na orla da praia com passeios sistemáticos para Vicente de Carvalho, seria outro atrativo sensacional.
Agora nos resta a ajudar a preservar a cidade que detém o título de pérola do atlântico, oriunda dessa época de ouro, os guarujaenses amantes dessa época, resta a saudade e as histórias para contar.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 29.11.2011
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O paulistano paga a conta, pode deixar!


Os incansáveis criadores de leis e taxas da cidade de São Paulo lançaram mais uma e fazem com que a capital paulista não vá bancarrota, devido ao gerenciamento errôneo que os próprios governantes dão a maior cidade do país, dessa forma o paulistano vai pagando a conta, credo!
Os munícipes de Sampa receberam a notícia na semana passada que foi criada uma lei em que as calçadas ou passeios “públicos” tem que estar em bom estado de conservação, caso contrário o morador será multado pelo desleixo.
Porque será que as coisas caminham sempre na contramão do que deveria? Veja só, se o espaço da calçada é público e quem deveria fazer e cuidar é a municipalidade porque a conta vai para o morador?
Como o próprio nome diz, é passeio público. Então a prefeitura faz um acordo com a população que é o seguinte. Escuta aqui população, como já não temos mais o que inventar, criamos essa lei para que vocês paguem as nossas despesas, beleza?
A partir de uma determinada data, toda calcada “pública”, deve ser reparada, reformada ou construída por conta do morador diretamente ligado àquele espaço, caso contrário, será aplicada uma multa de quatrocentos e vinte seis milhões de dólares. Pronto! A prefeitura não gastou nenhum real e ainda arrecada algum. Você paulistano que esta lendo esse artigo, essa lei esta valendo? 
Mas de fato, se a prefeitura de São Paulo tivesse respeito ao munícipe, já teria feito no desenho urbano, calçadas enormes e largas, para que tanto as árvores como os pedestres tenham espaço suficiente, como em alguns países do velho mundo e arcaria com todas as despesas, ao invés de ficar cobrando do munícipe. E também por outro lado, se o munícipe tivesse respeito ao próximo, não precisariam multas e fiscais. Fora a acessibilidade que é lei federal.
Agora eu pergunto a você paulistano. Você ainda paga a taxa de iluminação e lixo? São Paulo foi considerada a 14º cidade mais cara do mundo par se viver e o morador tem sua calçada que é um lixo e apagada para que o vizinho não sinta vergonha.
Em pesquisa mostrada no Jornal Nacional no último dia 22 sobre a qualidade de vida em 26 cidades do mundo, São Paulo, ficou em penúltimo lugar em segurança, transporte, infra-estrutura, saúde e custo de vida.
Prefeito Kassab, já que são criadas essas leis absurdas, porque não empregar essa grana em construções de enormes piscinões, galerias de águas, desassoreamento dos rios, córregos, canais e afins, pensa comigo! Do que adianta ter uma calçada muito bem cuidada e novinha, se na hora da enchente, essa obra de arte vai ficar submersa? Bom, pelo menos ninguém tropeça né?
Uma nova modalidade esportiva esta nascendo em Sampa. Caça a calçada submarina na terra da garoa, quem achar um ladrilho perfeito, ganha um assalto na Marginal Pinheiros. Aloha.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 22.11.2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lugar de Gente Feliz!


Atenção aos católicos, apostólicos romanos, talvez muito de vocês possam ter pensado que é o Pão de Açúcar, não é não. Estou falando da Ilha da Magia, Florianópolis, localizada na Linda e Bela e Santa Catarina, um lugar que realmente encanta por seus encantos e com certeza é o lugar de gente feliz e não dentro de supermercados.
Lugar esse que eu tive a honra de morar por meio ano e quando tenho uma oportunidade, lá estou com minhas ostras e mariscos do sul da Ilha, com o shopping e mercado municipal do centro, agitação e gente bonita na Lagoa da Conceição, restaurantes e suas seqüencias de camarão na Costa e Canto da Lagoa, no norte a beleza do Costão do Santinho e o charme da Praia do Forte e sem deixar de lado a gastronomia de Santo Antonio de Lisboa.
Floripa é assim, essa pluralidade de opções acompanhada de muita, mas muita mulher bonita. As praias Mole e Brava com suas beldades catarinenses e a mais recente num pedacinho do Campeche, o Riozinho, é realmente uma galera bonita e de paz, os olhos perdidos que vão de norte a sul em milésimos de segundos.
Florianópolis tem ainda o personagem mais característico da Ilha, uma figura fantástica que é o Gustavo Kuerten, popularmente conhecido como Guga, que em nenhum momento de sua magnífica carreira no mundo do Tênis se envergonhou em ser “manezinho da ilha”.
Já ouvi algumas histórias do tenista mais premiado e querido do Brasil, uma delas é que existe ou existia um restaurante português na Praia dos Ingleses com um lugar reservado a corda para Guga. Certo dia chega um casal e pede a mesa, o garçom alertou que àquela mesa estava reservada para o Guga, mas o cliente fez questão de lembrá-lo que o Guga estava disputando uma partida de tênis, transmitido pela TV no ATP da Nova Zelândia e, que seria meio difícil ele chegar para o almoço, mas o garçom não atendeu o cliente teve que esperar uma mesa no lugar dos mortais.
Outra mais recente, na subida do morro da Lagoa, ele teria parado seu carro para socorrer um motorista que estava sem combustível ou com o carro quebrado e, Guga não se fez de rogado e o ajudou assim, simploriamente falando e agindo, que no meu ver é só méritos para esse torcedor fanático do Avaí.
Esse lugar encantado tem como cartão postal a Ponte Hercílio Luz, que a luz do dia a nossa imaginação nos faz voltar ao tempo e tentar ver como a história era e de noite um show a parte com a sua beleza ímpar toda iluminada.
Agora, se você tem tudo isso e ainda pode contar com amigos, então caro leitor você ganhou na loteria, eu tenho o prazer de ter amigos na Ilha da Magia e além de serem amigos, são uma família, uma não, várias. Agradeço a Deus por ter me dado a visão para que eu pudesse desfrutar de tamanha beleza e a simplicidade para ter ótimos amigos. Obrigado!
Wilson Balaions. Radilaista e Jornalista. 15.11.2011
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O lance é estudar na “CUSP”!


Centro Universitário de Servidores Problemáticos, esse deveria ser o título da USP, uma instituição séria que muitos estudantes gostariam de ingressar. Eu mesmo estou propenso a fazer uma pós-graduação nessa instituição, mas o meu medo é que ao final do curso eu seja morto ou vire maconheiro.
Esse bando de estúpidos que invadiram os prédios de alguns cursos e depois destruíram a sede da reitoria, para mim, deveriam ser expulsos daquele lugar. A USP é lugar de estudante e gente que busca qualificação profissional, não para um bando de delinqüentes que acham por bem fazer algazarra.
Há pouco mais de três meses, um colega desses marginais foi assassinado, justamente, por falta de policiamento no local e, que a reportagem mostrou alguns alunos indignados pela falta de polícia na cidade universitária. Só que diante de um quarteto de maconheiros, desencadeou essa ofensiva contra a totalmente desacreditada polícia militar que nada pôde fazer ao deter os aprendizes de Xamã.
Gente. Não posso ser hipócrita em achar que o Brasil é a cidade da criança e que tudo vai dar certo, mas certas atitudes ultimamente têm deixado várias pessoas completamente atônitas com o que estão vendo. Poxa! Cadê os pais desses alunos, são pessoas de boa formação, bem instruídas, com alto grau de conhecimento científico ou em busca disso.
Na tarde de segunda-feira (7) uma equipe de reportagem foi agredida e um cinegrafista foi atacado a pedradas, depois a sociedade recrimina que a polícia foi truculenta. E, não tem que ser? Na real não, mas diante de tal cenário, que são estudantes de suposta moralidade ilibada, o que fazer, ligar para o psicólogo de cada um?
O Brasil esta na iminência de sediar o maior evento esportivo do planeta e, essas pessoas podem ser os representantes do país. Como vão receber os nossos convidados, com um baseado na mão? Pô entra aí brother, ta liberado, woohoo, pode crê!
O governo Dilma nos presenteia quase que semanalmente com crises nos ministérios e cada acusado com seu discurso pronto e, depois para não desgastar o governo, derruba-se o ministro para não criar desgaste político, acho que a Dilma vai ter que mudar de jogo e o seu predileto vai ser, “Resta 1”.
Milhares de sem-tetos invadiram prédios abandonados no centro de São Paulo essa semana e, as pessoas aos berros, pleiteando moradias. “-Queremos moradia, queremos casa”. Não esta errado o cidadão querer um lugar digno para morar, principalmente, porque paga-se imposto, mas será que eles pagam?
Meus pais trabalharam muito para comprar a casa deles, desculpa, mas não acho certo sair dando casa por aí, como também não acho certo não ter trabalho honesto para que tenham uma moradia digna.
“Uspinianos, voltem a estudar, peguem seus livros e façam na universidade o que lhe foi proposto, vocês são pessoas privilegiadas em estar onde estão, cresçam e apareçam para poder dar futuro aos que citei acima para que tenham um trabalho e um lar em que possam se orgulhar.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 08.11.2011
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Se não pode com eles...


A Rede Record até que tentou, mas a audiência deles no Pan de Guadalajara 2011 parece que não foi uma das mais formidáveis, por ser a única emissora a transmitir os jogos, acredito que os brasileiros mais uma vez desdenharam a concorrente direta na briga pelo primeiro lugar em audiência.
Com um arsenal de imagens e profissionais que enviaram ao México, 250 no total e por ser a primeira experiência da TV dos pastores nesse tipo de evento, foi muito bem e obrigado.
A Globo por sua vez, mal noticiava o acontecimento esportivo e desempenho dos atletas e, depois de dias da competição já iniciada e várias criticas nas mídias sócias, Fátima Bernardes, apresentadora do Jornal Nacional, narrava um breve relato do dia no Pan mexicano.
Nessa briga quem perdeu foi o Brasil. “Foram 138 horas, 95 delas ao vivo, quase 40% a mais do que a Globo exibiu no Pan do seu próprio país”, diz Honorilton Gonçalves, vice-presidente artístico e de programação da Record.  
Se eu não estou ficando maluco o ponto negativo, ficou por conta dos narradores esportivos, não por falta de empenho e dedicação deles e, sim porque eram dois. Então o mesmo que narrou o futebol, mas que futebol, esse quase não cansou, narrou o tênis de mesa, narrou os 100 metros rasos, narrou a ginástica artística, narrou à natação, narrou o vôlei, ufa! Que maratona!
Mas, tirando as falhas técnicas, principalmente a imagem que eles insistiam em mostrar dos desanimados e despreocupados atletas na “vila olímpica” da Record, isso eu achava um saco, sabe quando a imagem não casa com o evento? Então, não gostei disso não.
Como também não gostei da falta de tato dos organizadores do evento e dos profissionais da Globo que não souberam perder, em retransmitir imagens do Pan, o qual poderia ter uma maior visibilidade e respeito aos atletas que lá estavam se dedicando e mostrando que tem orgulho de ser brasileiro, confesso que as vezes não tenho nenhum.
Bom, o resultado final não foi dos piores. O país encerrou a sua apresentação em terceiro lugar no quadro geral de medalhas. A maior decepção ficou por conta do futebol masculino e, o feminino que ficou a três minutos do ouro, um pouco mais de experiência e malandragem ajudaria as esforçadíssimas meninas que não tem nem um terço de apoio que tem o masculino.
Grandes surpresas como a ginástica foi o ponto alto, natação, vôlei em qualquer piso e judô estão mantendo o alto nível e dando muito trabalho para os adversários que sofrem horrores para ganhar dos brasucas.
Espero que nossos governantes comecem a dar um apoio maciço ao esporte em geral e fazer de nossos atletas grandes campeões em suas modalidades, porque no quesito corrupção, somos imbatíveis.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 31.10.2011
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