quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sem açúcar, sem sal!


Essa foi a semana de opostos no Brasil, primeiro foi o incêndio considerado o maior na história do porto de Santos, no dia 18 de outubro, onde mais de 180 mil toneladas de açúcar foi destruída e a outro foi o leilão da bacia de Santos, chamado campo de Libra, na camada do pré-sal.
No Porto de Santos, de acordo com os bombeiros mais de 60 homens trabalharam no combate ao incêndio onde quatro homens se feriram com queimaduras de segundo e terceiro graus, mas, nenhum deles corre o risco de morrer. Foi necessária a ajuda de um helicóptero e mais de três horas de trabalho intenso.
Sem duvida nenhuma o grande impacto nesse incidente, além dos armazéns totalmente destruídos, é o aumento no preço do produto que já foi refletido na bolsa de valores, em Nova Iorque o aumento foi de 2,3% e, em Londres 3%, o Brasil é o maior produtor de açúcar no mundo com 23%.
Ainda, segundo informações a área atingida foi de 40 mil metros quadrados, e é propriedade da Copersucar, maior exportadora de açúcar do Brasil. Segundo a empresa, 180 mil toneladas do produto foram perdidas, o que corresponde a um prejuízo de R$ 78 milhões.
O outro assunto que deu o que falar foi o leilão do campo de Libra da camada do pré-sal na bacia de Santos. O consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC arrematou no dia 21 o campo de Libra e saiu vencedor do primeiro leilão do pré-sal sob o regime de partilha, isso significa que parte do petróleo extraído fica com Governo.
Único a apresentar proposta, o consórcio ofereceu repassar à União 41,65% do excedente em óleo extraído do campo, percentual mínimo fixado pelo governo no edital.
*A Petrobras terá a maior participação no consórcio vencedor, de 40%. Isso porque, embora a proposta aponte uma fatia de 10% para a estatal, a empresa tem direito, pelas regras do edital, a outros 30%. A francesa Total e a Shell terão, cada uma, 20%. Já as chinesas CNPC e CNOOC terão 10% cada.* (Fonte: Portal Globo.com/G1).
Apontado pelo governo PT como vendedor do Brasil as empresas estrangeiras, o PSDB de vidraça virou pedra e ataca o governo petista com a mesma moeda, dizendo que o partido esta partindo o Brasil, deixando as diferenças sociais cada vez maiores entre as classes sociais, o PT se defende dizendo que no sistema de partilha, que é esse caso, o governo sempre terá controle e comando na situação.
Quem não sabe como será seu fim de semana  doce ou salgado é a prefeita de Guarujá, que essa semana será votado no Supremo a sua permanência ou cassação frente a prefeitura da cidade. Será que uma pizza doce cairia bem?
Wilson Balaions é jornalista e radialista. 24.10.2013.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Wilson Balaions.: Nau a Deriva!

http://goo.gl/jinb3U: A cidade de Guarujá, litoral paulista, vive um momento totalmente desfavorável no meu entendimento no que tange o desenvolvimento. Há e...

Nau a Deriva!


A cidade de Guarujá, litoral paulista, vive um momento totalmente desfavorável no meu entendimento no que tange o desenvolvimento. Há exato um ano, a cidade vivia um frenesi por causa das eleições para vereadores, que nesse caso já sabíamos que estaria à frente do legislativo nos representando e na esfera executiva, uma verdadeira batalha para saber quem levaria a cadeira mais cobiçada da cidade.
Confesso que naquela ocasião pensei, puxa, vou morar no melhor lugar do mundo, porque as propostas apresentadas de ambos os lados eram simplesmente sensacionais. O que vemos hoje é mesmo sensacional do lado vitorioso, percebo que nada ou quase nada saiu do papel, não começou ou não terminou, que é a marca predileta da prefeita, nada termina.
O teatro, por exemplo, saiu de cena. O Santo Antonio continua afundando em enchentes e, olha que o dinheiro estava na conta. A delegacia da mulher sucumbiu, não saiu do papel. Temos o maior contingente de médicos do mundo, só na campanha foram contratados mais de 180 e ainda a cidade aderiu ao Programa Mais Médicos, então, estamos bem, não? E o Hospital de Vicente de Carvalho, já inaugurou, desculpa a pergunta, faz tempo que não vou para lá. A Avenida Dom Pedro I também já tinha o dinheiro e nada de concluir.
O aeroporto o que aconteceu, saiu voando? No turismo estamos bem, todo ano uma atração nova, no ano passado foi encontro de carros antigos, neste ano foi a feira de carros antigos e provavelmente no próximo verão será, o desfile de carros antigos, uma inovação. O Projeto Orla, como pode ler é um projeto. Já a retirada dos carrinhos com frituras na areia das praias, também não aconteceu e, olha que é lei municipal desde 1998, mas, no Brasil ninguém respeita lei mesmo, deixa para lá.
Outra coisa que me deixa satisfeito é o poder de resolver problemas. Se você lembrar lá no Atacadão, depois de fazer as suas compras, você saia pela cachoeirinha, Avenida Tancredo Neves fazia o retorno fácil é rápido, mas, com o excesso de assaltos contra os clientes da loja, qual foi a solução, polícia ostensiva? Não, lógico que não, fechou-se a saída pela Cachoeira e agora o cidadão vai até o Morrinhos que é perto, isso se ele não for roubado na ponte do Rio Santo Amaro e faz o retorno, super fácil, rápido e pertinho, na temporada, por exemplo, o cliente não gasta mais que uma hora para fazer essa conversão inteligente.
Então, como perceberam, estou sim criticando na atual administração que deixa a cidade feia, cheia de buracos e mal acabada, esta semana no dia dos Professores foi feita uma denuncia contra a prefeita, na qual material escolar e muitos livros estão jogados em um galpão parecendo não ter mais serventia nenhuma. E, não custa nada lembrar que a Prefeita é professora.
Com essa fama de não acabar nada que ela inicia pelo menos uma coisa esta a salvo na vida dela, o casamento.
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 16.10.2013.
www.wilsonbalaions.blogspot.com, balaions2001@hotmail.com

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Wilson Balaions.: Reflexão!

http://goo.gl/FpOI3z Uma coisa que chama muito a minha atenção é em relação às crises financeiras que todos os países passam no decorrer de suas histórias. O Br...

Reflexão!

Uma coisa que chama muito a minha atenção é em relação às crises financeiras que todos os países passam no decorrer de suas histórias. O Brasil, por exemplo, no meu ponto de vista, vive em crise, seja ela financeira, na saúde, na educação, no transporte, enfim, aquela velha discussão de vale ou não a pena viver em terra tupiniquim.
Entre os anos de 2006 até o ano passado, a Europa e quase todos os países que fazem parte do bloco passou ou ainda passa por dificuldade financeira, a mais grave foi a Grécia, seguida por Portugal e Espanha, que já dão sinais de recuperação. Itália e França também tiveram seus momentos de aperto, salvo as exceções como Inglaterra e Alemanha a mais rica e sólida estrutura financeira do bloco, quase não sentiram o cinto apertando.
Diante desse cenário de preocupação, o Brasil, segundo o ex-presidente Lula, não sentiu a crise que no entender dele, foi só uma marola comparada com o tsunami de crises no velho mundo.
O que me pergunto é que se por aqui foi só uma marola, porque cargas d’água o emprego não aumentou e o dólar não teve uma queda acentuada, já que somos a oitava economia do mundo e os americanos depois de décadas, estão relembrando o que significa a palavra crise?
Pouco mais de três semanas os congressistas do Tio Sam, rejeitaram uma proposta do presidente Obama e mandaram para casa milhares de funcionários públicos sem data para recontratá-los quanto mais pagarem seus salários, mas, a exemplo do Brasil, os congressistas que de bobo não tem nada, continuam recebendo seus vencimentos, assim como cá, lá também os espertinhos engravatados prejudicaram o povo.
De volta a crise brasileira que para mim nunca se finda, a preocupação agora é com o sistema bancário que continua em greve e as agencias dos correios que em algum estados continuam paralisadas, no Rio de Janeiro, como escrevi semana passada os professores foram os maiores prejudicados, sem contar com as crianças é claro, que apanharam, tanto da câmara de vereadores quanto da polícia.
Claro que essa é mais do que a prova de que no Brasil investimento em educação é burrice, não se faz necessária uma nova estrutura escolar e um novo modelo de aprendizado onde o aluno deve sair de casa para ir para a escola “meio” inteligente, porque, educados, não são.
Na cidade de Guarujá, litoral paulista, por exemplo, existem várias denuncias de que os livros da biblioteca municipal estão jogados as traças, empoeirados e sujos, causando um enorme prejuízo para a cidade se levar em consideração que a perda do acervo já é considerada uma realidade, uma pena, lembrando que a cidade é governada por uma professora, verdadeiro absurdo.
O ponto final dessa questão sempre será quando é que aqui no Brasil os governantes irão realmente olhar por seus eleitores, aqueles que depositam muito mais que um voto na urna e, sim a confiança, credibilidade e esperança por melhores dias.
Wilson Balaions é radialista e jornalista. 10.10.2013.
www.wilsonbalaions.blogspot.com, balaions2001@hotmail.com

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Wilson Balaions.: Estado Civil: Greve!

O total descaso com a classe trabalhadora faz-se necessária às reivindicações, mas, essas paralisações já afetam diretamente a população, sempre a maior prejudicada nesse país de políticos canalhas.

http://goo.gl/hA7sMB **Revolução Industrial e o Direito de greve, breve histórico. Em meados do século XVII a industrialização fez com que surgissem duas classe...

Estado Civil: Greve!

**Revolução Industrial e o Direito de greve, breve histórico. Em meados do século XVII a industrialização fez com que surgissem duas classes sociais bem distintas: a burguesia e o proletariado. A única coisa que estas duas classes tinham em comum era o lugar de trabalho que eram as fábricas, no entanto a burguesia participava da produção como gestora e os operários executavam as metas de produção. Havia uma grande desigualdade social e cultural entre estas classes, enquanto os operários trabalhavam coletivamente, os burgueses lucravam individualmente**.
**Não existiam quaisquer normas de proteção aos direitos dos trabalhadores e por isso estes eram submetidos a condições desumanas. A Revolução Industrial corroborou para que essa situação se agravasse e com isto surgisse uma revolta por parte dos trabalhadores que resolveram se unir e reivindicar melhores condições de vida e trabalho. Dando inicio as greves**. (Fonte: Greves Trabalhistas: Análise histórica; aspectos legais e atuais; Ana Terra Feitosa Lobato e Tayana Chrystine Wood Schalcher, www.viajus.com.br)
No Brasil as greves operárias como ficou conhecido o movimento de operários no início do século XX na luta por melhores condições de trabalho, melhores salários, garantias trabalhistas.
Atualmente o Brasil esta passando por um período de reivindicações com greves, onde professores no Rio de Janeiro estão paralisados há mais de quarenta e oito dias, os Correios duas semanas, (não é em todo o país) e os bancos doze dias, no Estado de Goiás, por exemplo, é a policia civil que parou as atividades atendendo somente casos de crime hediondo, como mortes e sequestros, para se ter uma ideia do descaso goiano, as viaturas estão parando nas ruas por falta de combustível.
O que vale salientar é que as greves sempre foram instrumentos de reivindicação legal e de certa forma democráticas para atender as necessidades de um grupo ou trabalhadores, diversas frentes de debates foram criadas como os atuais sindicatos onde os líderes, normalmente apoiados em um presidente, representa toda aquela classe trabalhadora, levando para padrões ou governo a real necessidade de seu grupo.
O que em minha opinião não interessa nem um pouco nesses casos, sãos as greves que se estendem por mais de duas semanas, tempo suficiente no meu ver de se entrar em acordo, depois disso, a paralisação já se faz abusiva e o prejuízo imediato para quem necessita utilizar desses serviços, sabe aquele ditado, não esta satisfeito pede para sair e dê a vaga para outro, funciona assim para mim.
O governo ou empresa privada convoca concurso público, por exemplo, para preencher as vagas disponíveis, o candidato paga, se esforça, estuda muito para depois de contratado fazer greve porque o salário é ruim, mas ele não sabia disso antes? Penso que é um ponto que deve ser analisado, principalmente em cargos públicos.
Wilson Balaions é radialista e jornalista. 01.10.2013