quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estado Civil: Greve!

**Revolução Industrial e o Direito de greve, breve histórico. Em meados do século XVII a industrialização fez com que surgissem duas classes sociais bem distintas: a burguesia e o proletariado. A única coisa que estas duas classes tinham em comum era o lugar de trabalho que eram as fábricas, no entanto a burguesia participava da produção como gestora e os operários executavam as metas de produção. Havia uma grande desigualdade social e cultural entre estas classes, enquanto os operários trabalhavam coletivamente, os burgueses lucravam individualmente**.
**Não existiam quaisquer normas de proteção aos direitos dos trabalhadores e por isso estes eram submetidos a condições desumanas. A Revolução Industrial corroborou para que essa situação se agravasse e com isto surgisse uma revolta por parte dos trabalhadores que resolveram se unir e reivindicar melhores condições de vida e trabalho. Dando inicio as greves**. (Fonte: Greves Trabalhistas: Análise histórica; aspectos legais e atuais; Ana Terra Feitosa Lobato e Tayana Chrystine Wood Schalcher, www.viajus.com.br)
No Brasil as greves operárias como ficou conhecido o movimento de operários no início do século XX na luta por melhores condições de trabalho, melhores salários, garantias trabalhistas.
Atualmente o Brasil esta passando por um período de reivindicações com greves, onde professores no Rio de Janeiro estão paralisados há mais de quarenta e oito dias, os Correios duas semanas, (não é em todo o país) e os bancos doze dias, no Estado de Goiás, por exemplo, é a policia civil que parou as atividades atendendo somente casos de crime hediondo, como mortes e sequestros, para se ter uma ideia do descaso goiano, as viaturas estão parando nas ruas por falta de combustível.
O que vale salientar é que as greves sempre foram instrumentos de reivindicação legal e de certa forma democráticas para atender as necessidades de um grupo ou trabalhadores, diversas frentes de debates foram criadas como os atuais sindicatos onde os líderes, normalmente apoiados em um presidente, representa toda aquela classe trabalhadora, levando para padrões ou governo a real necessidade de seu grupo.
O que em minha opinião não interessa nem um pouco nesses casos, sãos as greves que se estendem por mais de duas semanas, tempo suficiente no meu ver de se entrar em acordo, depois disso, a paralisação já se faz abusiva e o prejuízo imediato para quem necessita utilizar desses serviços, sabe aquele ditado, não esta satisfeito pede para sair e dê a vaga para outro, funciona assim para mim.
O governo ou empresa privada convoca concurso público, por exemplo, para preencher as vagas disponíveis, o candidato paga, se esforça, estuda muito para depois de contratado fazer greve porque o salário é ruim, mas ele não sabia disso antes? Penso que é um ponto que deve ser analisado, principalmente em cargos públicos.
Wilson Balaions é radialista e jornalista. 01.10.2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Wilson Balaions.: Papo de Surdo e Mudo!

http://goo.gl/PNAlgg Definitivamente o Brasil nos mostra o quanto realmente não somos ouvidos, quantas lutas perdidas, quanto do diz que me diz e nada se co...

Papo de Surdo e Mudo!


Definitivamente o Brasil nos mostra o quanto realmente não somos ouvidos, quantas lutas perdidas, quanto do diz que me diz e nada se concretiza. A decepção quase que geral na semana passada sobre a votação dos embargos infringentes, nome esse difícil de entender, mas, assim como o habeas corpus, beneficia somente o culpado.

Fiquei sem chão, achei o Ministro Celso de Mello, que foi o voto de Minerva (deusa romana das artes e da sabedoria), pudesse mudar seu conceito, ligado a José Dirceu como muitos sabem, pensei que talvez ele se importasse mais o Brasil, do que com seu amigo petista. Em minha opinião, Celso de Mello fez seu show, foi um artista, imitando a deusa romana, só que lhe faltou à sabedoria.

Apesar das ameaças na internet, o Brasil não foi às ruas novamente reclamar dessa decisão equivocada em dar novas chances aos ladrões mensaleiros e corruptos. Não saímos da internet, do facebook, enfim, voltamos a nossa estaca de pacíficos, indignados, porém, pacíficos.

Apesar disso sempre devemos tirar bons proveitos de coisas tristes, dessas que nos envergonham todos os dias. O que quero dizer com isso é que o PT e a sua corja, podem ter dado um tiro no pé com essa decisão do Supremo Tribunal Federal. 

Então, o lado positivo dessa pouca vergonha é que, já que não podemos brigar com esses ratos na justiça, briguemos então na eleição, farei questão para que ninguém se esqueça de quem estava atrás dessa manobra política no próximo dia 3 de outubro de 2014, 15 ou 16, que o brasileiro assaltado e avacalhado no seu intimo no último dia 18 de setembro de 2013, lembre-se bem em quem NÃO VOTAR, para que essa corja seja de uma vez por todas, expulsa de Brasília.

Desde que voltei para o Brasil em 2009, em um ato patriótico hasteada em meu quarto estava a bandeira brasileira, eu a baixei. Sinto-me como se tivesse sido apunhalado pelas costas por alguém querido, da mesma forma que me senti quando o Corinthians, time que torço, foi desclassificado pelo Flamengo nas oitavas de final da Copa Libertadores de 2010, não pelo Tolima, como muitos pensaram, enfim, estou desnorteado e sem referência política nenhuma.

É sempre o mesmo blá, blá, blá, votem em mim que resolvo e não se resolve nada, o norte e nordeste continuam com sede, o processo de favelização no sudeste é absurdo de desenfreado, a política social é um horror, saúde, educação, segurança, tudo isso é um papo de surdo e mudo.

Como tenho lido ultimamente, nas próximas eleições votarei no Ali Babá, esse, pelo eu sei que tem 40 ladrões!

Wilson Balaions é radialista e jornalista. 24.09.2013.

 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Wilson Balaions.: Parâmetros!

http://goo.gl/mdwaw2  Fugindo um pouco a regra dos artigos que escrevo recentemente, vou aqui tentar ilustras alguns pontos de um país ótimo para se viver, fazen...

Parâmetros!

Fugindo um pouco a regra dos artigos que escrevo recentemente, vou aqui tentar ilustras alguns pontos de um país ótimo para se viver, fazendo comparações que talvez possa ilustrar o quanto esse lugar é legal.
Assim como cá, lá também é um continente;
Assim como cá, lá também viviam índios e ainda vivem, em algumas tribos até o homem branco nunca teve contato;
Assim como cá, lá o interior do país era quase inabitável, uma região inóspita, mas que aos poucos o homem conseguiu vencer as dificuldades e desbravá-la;
Assim como cá, lá também foi conquistada por navegadores, só que portugueses e espanhóis que brigaram por longo tempo por causa da partilha da terra prometida que “encontraram”;
Assim como cá, lá por causa das conquistas, também vieram as doenças, ganância e bandidos, principalmente, bandidos;
Assim como cá, lá também tem um clima agradável, como o tropical, por exemplo, em quase toda a extensão do país;
Assim como cá, lá as mudanças climáticas vêm afetando o dia-a-dia das pessoas;
Assim como cá, lá também existem muitos animais selvagens e que o homem insiste em desafiá-los todos os dias;
Assim como cá, lá também o país é tão grande como esse;
Assim com cá, lá também o país é bem novo em relação ao resto do mundo, somos muito jovens se comparar com a milenar República Popular da China, por exemplo;
Assim como cá, lá também os descobridores colocaram suas leis e fizeram que o povo que as seguisse como fator regulatório de obediência;
Assim como cá, lá também chove, faz sol, tem vento, seca, inundações e pequenos casos de abalos sísmicos;
Assim como cá, lá também é um paraíso para se viver;
Assim como cá, lá também é muito procurada por turistas por causa de seu povo hospitaleiro e clima agradável;
Assim como cá, lá também pode ser lapidada, esculpida, reescrita e reconquistada, ser de uma vez por todas, independente e, ser porque não, o melhor lugar do mundo para se morar;
Mas, apesar de todas essas comparações, eu não vivo cá, como tenho escrito, vivo lá.
Austrália, porque és tão longe!
Wilson Balaions. Radialista e Jornalista. 19.09.2013.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Wilson Balaions.: Brasilzinho!

http://goo.gl/KQnJ5y:   “A solução para o nosso povo eu vou dar, negócio bom assim ninguém nunca viu, ta tudo pronto aqui é só vim pegar, a solução é alugar o ...

Brasilzinho!

 “A solução para o nosso povo eu vou dar, negócio bom assim ninguém nunca viu, ta tudo pronto aqui é só vim pegar, a solução é alugar o Brasil”, música chamada, Aluga-se do Raul Seixas.
A parte a música do visionário Raul, no meu entender, o Brasil tinha que ser fracionado, mais autonomia para os Estados para que os problemas locais se minimizem com maior velocidade. Todo o nosso sistema esta falido, a educação é um horror, a saúde é um caos, a segurança, bom, essa procurei no dicionário e não a encontrei, transporte público, empregos, enfim, uma desorganização generalizada sem projeção de melhora.
O que eu quero dizer com isso! Já que gostamos tanto dos exemplos no exterior, principalmente, dos Estados Unidos, o Brasil deveria dar autonomia total para os Estados e estes com as suas realidades criassem leis que os atendam de forma mais rápida e eficaz, em todas as áreas.
É fato que no mundo os países pequenos conseguem viver em harmonia e atender as necessidades de sua população, pelo fato do governante estar muito próximo do problema, ele não precisa esperar chegar verba daqui ou acolá.
É claro e evidente que esse novo modelo não resolverá os problemas do dia para a noite, mas em um espaço bem mais curto do que o governo federal projeta. Uns amigos, recentemente, voltou de Los Angeles e lá, a cidade tem mini distritos equipados de um hospital e uma delegacia regional que atende a uma população do tamanho do bairro do Santa Rosa em Guarujá, por exemplo, entre 10 e 15 mil pessoas.
Então, para mim, falta vontade política de querer mudar um sistema que não dá mais certo, o Brasil não tem condições de cuidar de si mesmo é necessário parti-lo para que os problemas “diminuam” e o governo local possa atuar diretamente no problema.
Querem me perguntar se sou a favor da emancipação de Vicente de Carvalho e Guarujá/SP? Sou sim, agora, se os distritos terão dinheiro e recursos para sobreviverem é outra questão, mas, é mais fácil lidar com os problemas.
O Brasil não tem jeito, sabe por quê? Um país no qual o Poder Executivo elege o Poder Judiciário não pode dar certo, copiei de uma amiga na rede social.
Isso é fato, o Brasil é um país corrupto fadado a não dar certo nunca porque quem governa só pensa em si, nos seus bolsos, não concorda? Desculpe, é melhor mudar, porque aqui é assim. Mas, se o país for fracionado, se os Estados tiverem mais poderes para solucionar seus problemas e as cidades mais autonomia para atuar, a corrupção vai acabar? Não, não vai, mas, diminuirá em muito porque a população estará bem próxima do governante que ela elegeu.
Wilson Balaions. 11.09.2013.